Missa do Crisma(Quinta feira Santa) Imprimir E-mail
Por Dom Milton Santos   
06 de abril de 2007
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Apresentamos o texto da homilia de Dom Milton Santos (Arcebispo Metropolitano de Cuiabá) utilizado na Missa do Santo Crisma, na quinta feira Santa pela manhã, na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá.

HOMILIA: 5ª.-FEIRA SANTA, MISSA DO CRISMA
Dom Milton Santos – Arcebispo de Cuiabá
            Hoje, estamos com esta celebração da Eucaristia, em uma das mais significativas VISIBILIDADES do SÍNODO ARQUIDIOCESANO DE CUIABÁ: isto, porque  é a Quinta-feira Santa de 2007! Estamos reunidos nesta Eucaristia do Crisma: os Arcebispos, os Párocos, Vigários Paroquiais, Diáconos; Seminaristas, Institutos de Vida Consagrada Femininos e Masculinos; Ministros Extraordinários da Comunhão Eucarística; Catequistas de Primeira Eucaristia e Crisma; Lideranças leigas..., o Povo de Deus! Precisamos acreditar sempre mais e melhor no “sacramento de unidade” que é o estarmos “juntos” – fisicamente “juntos”, de maneira especial, na celebração de algumas Eucaristias... A Eucaristia é a expressão máxima de união, mais, de comunhão!  Diz o Papa Bento XVI na Encíclica Deus Caritas Est: “A comunhão tira-me para fora de mim mesmo projetando-me para ele e, desse modo, também para a união com todos os cristãos” (DCE 14). Não podemos nos desfazer facilmente de compromissos vários que temos durante o ano como Clero-e-o-Bispo; como Clero-e-Lideranças Leigas; como compromissos de Comunidades, da Paróquia... Com este “sinal de comunhão do estarmos juntos” em momentos como o de hoje “tornamo-nos “um só corpo”, fundidos todos numa única existência!”; “... a agape de Deus vem corporalmente a nós, para continuar a sua ação em nós e através de nós.” (Bento XVI, DCE 14)Na Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis, (n.76) Bento XVI sublinha: “Onde se destrói a comunhão com Deus, que é comunhão com o Pai, com Filho e com o Espírito Santo, destrói-se também a raiz e a fonte da comunhão entre nós. E onde a comunhão entre nós não for vivida, também a comunhão com o Deus-Trindade não é viva nem verdadeira”.
           O evangelho de hoje – Lucas – mostra Jesus que faz a leitura de Izaías: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção...”  Jesus veio mais uma vez rezar na Comunidade; veio rezar com a Comunidade... é neste momento, especialmente, que “o Espírito do Senhor, o Espírito Santo... ESTÁ SOBRE MIM, e, ESTÁ SOBRE NÓS!”  Este é o lugar comum do Espírito Santo: a Comunidade! Foi deste jeito que nasceu a Igreja, Povo de Deus, como Comunidade em Jerusalém assim constituída: “Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelotas e Judas, filho de Tiago. Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres – entre elas, Maria, mãe de Jesus – e com os irmãos dele.” (At 1, 13b-14)

           A Exortação Apostólica pós-sinodal Sacramentum Caritatis de Bento XVI (22/fevereiro/2007 – Cátedra de São Pedro) afirma meridianamente: “É em virtude da ação do Espírito  que o próprio Cristo continua presente e ativo na sua Igreja, a partir do seu centro vital que é a Eucaristia.” (Bento XVI, Exortação Apostólica Sacr. Caritatis 12) A Exortação pós-sinodal continua mostrando a função decisiva do Espírito Santo na celebração eucarística; “... a epiclese é invocação ao Pai para que faça descer o dom do Espírito a fim de o pão e o vinho se tornarem o corpo e o sangue de Jesus Cristo, e para que “a comunidade inteira se torne cada vez mais corpo de Cristo”. Vou repetir: “... para que a comunidade inteira se torne cada vez mais corpo de Cristo”. Continua o Papa: “Ele – Jesus – arrasta-nos para dentro de Si.” “A conversão substancial do pão e do vinho no seu corpo e no seu sangue insere dentro da criação o princípio duma mudança radical, como uma espécie de “fissão nuclear” (para utilizar uma imagem hoje bem conhecida de todos nós), verificada no mais íntimo do ser; uma mudança destinada a suscitar um processo de transformação da realidade, cujo termo último é a transfiguração do mundo inteiro, até chegar àquela condição em que Deus seja tudo em todos (1Cor 15,28). (Bento XVI, Exort. Apost. Sacramentum Caritatis 11, 2007) É comunhão!
           Onde e quando houver Comunidade em comunhão o Espírito Santo se faz presença viva e atuante! 
            Voltemos ao Evangelho de Lucas: “O Espírito do Senhor... me consagrou com a unção para anunciar a boa nova aos pobres; a libertação aos presos; aos cegos, a recuperação da vista...”
            Da comunhão no Espírito Santo que existir entre nós como comunidade arquidiocesana e paroquial; comunidade eclesial e comunidade-família,  nascerá a missão do anúncio, a missão de libertação, a missão de recuperação... de quem mais necessita ao nosso lado! Somente no Espírito de Comunhão – no Espírito Santo – acharemos o jeito inteligente e criativo de “ser eucaristia para quem se aproximar de cada um de nós; para quem se aproximar e entrar em cada uma das nossas Comunidades: a família, a Comunidade, a Paróquia, a Arquidiocese!
            Qual o “teste” para a gente saber se está em comunhão com Deus e com o outro? Eis o “teste”: Se eu “percebo e sinto cada pessoa como ´um que faz parte de mim...´ (J. Paulo II)”: isto, é comunhão no Espírito Santo!
            Concluo, com o Evangelho de Lucas: “O Espírito do Senhor está sobre mim... para anunciar, libertar, recuperar... e PROCLAMAR UM ANO DE GRAÇA DA PARTE DO SENHOR!”
            Estamos iniciando a fase remota de preparação do Encerramento do SÍNODO ARQUIDIOCESANO DA ARQUIDIOCESE DE CUIABÁ, aos 22 de maio de 2008! Será o momento de “proclamar um ano de graça da parte do Senhor!”  Desde o dia 10 de junho/2004 com as fases de conscientização do que é um SÍNODO; os diversos momentos fortes de reflexões dos Roteiros 2, 3, 4 e 5; o trabalho das diversas Comissões; as Assembléias Gerais no Colégio Coração de Jesus; e, agora, as fases de preparação do encerramento – a remota; a preparação próxima; a preparação imediata... e, o dia 22 de maio/2008: pode somar tudo! Estamos “proclamando um tempo  de graça da parte do Senhor!”... quase quatro anos!
            Atenção! Estamos proclamando um tempo de graça da parte do Senhor! O Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá é um acontecimento querido por Jesus: foi declarado aberto num dia de Corpus Christi, aos 10 de junho/2004 e, deverá se encerrar num dia de Corpus Christi, aos 22 de maio/2008!
            O Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá é um acontecimento querido por Deus-Pai, pois, o seu Sonho é a comunhão; o Sonho de
Deus-Pai é sermos casa e escola da comunhão: “Pai, que eles sejam UM como nós somos UM!”, rezou Jesus!
            O Sínodo Arquidiocesano de Cuiabá é um acontecimento do Espírito Santo, pois, sempre  suplicamos ao Pai, por Jesus o Dom do Espírito Santo na realização desta grande Assembléia que orientará o nosso jeito de “ser igreja no novo milênio... olhando para a frente!” Pedimos ainda, em todo este tempo, e, para o tempo que virá, o dom do Espírito Santo para que cada um de nós faça da Família, Comunidade, Paróquia e da Arquidiocese de Cuiabá a “CASA E A ESCOLA DA COMUNHÃO”, reflexo da Comunhão que Deus é em Família-Trinitária!”
            Vejo assim, a Celebração desta MISSA DO CRISMA: o sinal de  largada para fazermos do encerramento do SÍNODO ARQUIDIOCESANO DE CUIABÁ  “A PROCLAMAÇÃO DE UM ANO DE GRAÇA DA PARTE DO SENHOR! O ANO DA GRAÇA será a conclusão de um Triênio “RUMO AO ANO JUBILEU”, quando em 2010 celebraremos 100 anos da elevação da Diocese de Cuiabá em ARQUIDIOCESE E SEDE METROPOLITANA, aos 10/março/2010, pelo Papa da Eucaristia São Pio X. Assim, podemos proclamar: ARQUDIOCESE DE CUIABÁ NO NOVO MILÊNIO RUMO AO ANO JUBILEU, ANO DA GRAÇA DO SENHOR! AMÉM!
                                                        Cuiabá, 05 de abril de 2007,
Quinta-feira Santa – Missa do Crisma
 
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