Encontro Regional de Catequese Imprimir E-mail
Por Pe. Wagner Stephan   
14 de março de 2010

Queridos irmãos e irmãs catequistas, aos dias 26 a 28 de Fevereiro de 2010 reuniram-se nas dependências do CENE em Cuiabá Rua Tereza Lobo, 399 – Bairro Senhor dos Passos as Coordenações Diocesanas de Catequese para o Encontro Formativo sobre “Iniciação a Vida Cristã: um processo de inspiração catecumenal”, Estudos da CNBB nº 97.

Foi um momento muito importante para o rumo de nossa catequese e para a prioridade que o Sínodo Arquidiocesano nos propõe. Grandes são os nossos desafios. Assim gostaria de pôr-lhes dentro de todo o estudo que foi de grande importância e pedir a cada um de vocês, queridos catequistas, após leitura, uma apreciação e sugestões para que nós possamos melhorar as propostas para a Catequese a nível Arquidiocesano, aquilo que nos falta, aquilo que precisamos avançar… O trabalho é nosso. Juntos somos mais, trabalhemos com amor, tendo os olhos fixos em Jesus.

Abaixo segue o relatório, pouco a pouco, irei também disponibilizar vários estudos que a CNBB está promovendo a nível nacional e que pode nos ajudar, está tudo em Power Point, trata-se de um subsidio que pode ajudar muito como material de estudo para cada paróquia trabalhar e aprofundar, mas para isto gostaria de um feedback de todos. Um grande abraço em Cristo Jesus e Deus os abençoe.

Com carinho

Padre Wagner Stephan

Coordenador Diocesano de Pastoral

RELATÓRIO DO ENCONTRO FORMATIVO COM AS COORDENAÇÕES DIOCESANAS DE CATEQUESE.

Cuiabá, 26 a 28 de fevereiro de 2010

 Dia 26 – Celebração de Abertura e Introdução Geral

O encontro teve inicio às dezenove horas (19.00hs) com o jantar. Com cânticos de meditação e acolhida do grupo por parte da coordenadora regional Ir. Sarvelina Nicolodi teve inicio a Celebração de Abertura coordenada pela Diocese de Rondonópolis enfocando “os caminhos para a catequese nos tempos atuais, em especial a Iniciação a Vida Cristã”. Dando um enfoque todo especial as prioridades assumidas na assembléia regional nos dias 06 a 08 de novembro de 2009, é um triênio (2009 a 2012) dedicado à Iniciação a Vida Crista com início de experiências neste campo, formando catequistas interlocutores, discípulos e discípulas missionários e o estudo do ministério do catequista. Cada diocese acendeu uma vela e rezou o compromisso assumido na assembléia de 2009.  A iluminação bíblica foi o texto de Atos dos Apóstolos 8, 26-40, onde se encontra um caminho de iniciação a vida crista, para uma catequese orante e alegre. Dom Juventino Kestering introduziu o grupo na Leitura Orante convidando a fazer uma viagem pelo texto com os personagens, a reler o texto, perceber os verbos que provocam uma ação, partilhando em forma de uma prece a partir de um versículo  bíblico. Destacaram os verbos: ler, prosseguir, anunciar, entender, seguiu, dizer, aproximar-se, subir. Após a oração Dom Juventino motivou um momento de partilha das percepções, sentimentos, suscitados pela oração: Os depoimentos externaram  como um novo jeito de ler e rezar a Palavra de Deus; entrar no mistério com Deus; o método simples mas profundo de Leitura Orante; perceber os verbos que indicam uma ação- dinâmica; as frases, transformadas em preces, contemplar o texto a luz da fé; a metodologia de Jesus.

Em seguida o padre Isaías Bernardo Monteiro da Silva, subsecretário do Regional Oeste2 e coordenador do Centro Nova Evangelização (CENE), acolheu os participantes, e situou o andamento da casa, bem como apresentou as irmãs Divinas Discípulas e Junior que trabalha na secretaria. Salientou a simplicidade da casa mas com suas normas para o bom funcionamento e horários. O CENE é um espaço aberto para encontros regionais e diocesanos, lugar de aprofundamento do nosso ser Igreja. Lembrou aos participantes da necessidade de elaborar um relatório e sua publicação no site do Regional Oeste 2, para assim poder acompanhar a catequese, neste tempo de Igreja principalmente sobre a Iniciação a Vida Cristã.

Em seguida aconteceu a acolhida das dioceses presentes com o numero de participantes de cada diocese. Diocese de Barra do Garças (1); Diocese de Rondonópolis (5); Arquidiocese de Cuiabá (6); Diocese de Snop (1); Diocese de Diamantino (8);  Diocese de São Felix do Araguaia (1); Diocese de Juina (2), Diocese de Cáceres (1),  Diocese de Guiratingas (7) todos foram acolhidos com uma calorosa canção pela equipe de animação da Diocese de Guiratinga (teólogos Rogério e Noel). 

 Ir. Sarvelina seguiu com os encaminhamentos apresentando a pauta dos dias de encontro:

Dia 26 – Sexta feira

Jantar – 19:00hs; Oração  Diocese de Rondonópolis -  20:00hs;  Acolhida e apresentação – 20:30hs; 21:00hs  – Encaminhamentos do dia seguinte.

  • Dia 27 –Sábado

Levantar – 06:00hs; Oração Arquidiocese de Cuiabá – 06:30hs; Café- 07:00hs; Temática  “Iniciação a Vida Cristã – Dom Juventino – 08:00hs; Lanche- 10:00hs; Animação – 10:20hs; Continuação Dom Juventino; Almoço – 12:00hs; Retorno  e animação – 14:00hs;  Oficinas – Seu Osmindo – 14:20hs; Lanche – 16:00hs; Animação – 16:20hs; Partilha dos grupos – 16:30hs; Celebração Eucarística – 18:00hs; Jantar – 19:00hs; Confraternização – 20:00hs Descanso – 22:00hs;

  • Dia 28 – Domingo

Levantar – 06:00hs; Celebração Eucarística  diocese de Sinop – 06:30hs; Café – 07:00hs; Repasse do encontro de coordenações dos regionais em Brasília – 08:00hs; Encaminhamentos – Dom Juventino: – A catequese e o 16º congresso eucarístico nacional em Brasília. A Campanha da Fraternidade 2010 e a Catequese; Recursos para catequese, a formação qualificado dos coordenadores de catequese, preparação da assembléia regional de catequese em novembro de 2010;  – 09:30hs; Avaliação – 10:00hs – seguintes pontos: 1) Que bom; 2) Que pena; 3) Que tal; Celebração de Envio Diocese de Diamantino – 11:00hs; Almoço – 11:30hs. Conclui-se o dia a bênção de Dom Juventino Kestering.

 

Dia 27  

O dia teve seu início com oração da manhã orientada pelos seminaristas Rogério e Noel, da Diocese de Guiratinga. As 08:00hs deu-se inicio  com cânticos de animação e alguns esclarecimentos como: Escola Teológica Catequética em Cuiabá; e o livro dos endereços das coordenações diocesanas. Dom Juventino Kestering encaminhou os trabalhos do dia com a reflexão sobre a “Iniciação a Vida Cristã: um processo de inspiração catecumenal”. Dom Juventino iniciou fazendo uma memória do dia anterior com a contribuição dos participantes. Salientou que toda a Igreja esta trabalhando a Iniciação a Vida Cristã. Desde a V Conferência de Aparecida a palavra “Iniciação” esta tomando um novo rumo na evangelização. Dimensões fortes de Aparecida: O encontro com Jesus vivo, a missão do discípulo missionário, a iniciação cristã. A assembléia dos bispos de 2008 trabalhou a Iniciação cristã resultando no texto estudos “Iniciação a Vida Cristã: um processo de inspiração catecumenal”, Estudos da CNBB nº 97. O texto ainda é estudo e assim passando pelo processo de aprofundamento, reflexão e oração.

A temática trabalhada seguirá dois pólos de processo de Iniciação Cristã com iluminação bíblica: 1) Atos dos Apóstolos 8, 26 – 40; 2) Lc 24, 13 – 35. Dom Juventino iniciou entregando um texto com finalidade de provocar um aprofundamento da temática com os tópicos seguintes para serem aprofundados:

  • Uma introdução geral
  • O impulso de Aparecida
  • Repartir as sementes
  • Questionamentos:
  • Em busca de uma proposta
  • E quem são nossos interlocutores
  • Cada um deve ser considerado na sua realidade humana
  • Algumas considerações

Como Introdução Geral para localizar a temática, Dom Juventino convidou o grupo a localizar-se no texto bíblico de Atos dos Apóstolos (8, 26–40) destacando os verbos dinâmicos do texto: Prepara-te (v.26), tomar a estrada (.26); levantar-se (v.26); senta-te (v. 28); aproxima-te (v.29); compreendes (v.30); expliques ((v.31); anunciou-lhe (v.35); aqui existe água (v.37); os dois desceram (v.38); anunciavam a Boa Nova a todas as cidades (v.40).  Paralelo com Lucas 24, 13 – 35.

A partir da analise destes verbos surge à pergunta: O que entendemos por Iniciação? O plenário assim se expressou: um começo; um aprofundamento; uma introdução. O ritual de iniciação não é somente uma questão de Igreja, mas sim em tudo na vida somos iniciados, pois não nascemos prontos. A Igreja ao ler a realidade do mundo e em especial com a restauração do catecumenato e publicação de importantes documentos como: Diretórios Catequéticos, o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (RICA) e tantos outros estudos depara-se com um desafio: uma proposta metodológica para um itinerário de iniciação cristã para os tempos atuais. O que marca o tempo atual? Que tempo é esse? O que as pessoas buscam? O que move a mente e o coração?  Segundo intervenção do grupo vivemos num tempo de sincretismo; barulho, não há mais as coisas seguras, globalização; modernidade; perguntas diante da existência. Diante desta realidade se percebe que o grito mais inquietante vem dos catequistas, dos discípulos missionários, que evangelizam adultos e jovens, que esperam da Igreja um horizonte, um rumo, um caminho metodológico para um itinerário de Iniciação à vida cristã.

Como Igreja pode-se fazer dois caminhos: o da Iniciação Cristã ou o caminho da Iniciação a Vida Cristã. O RICA fala de Iniciação Cristã: que é  a introdução no “mistério de Cristo, da Igreja e dos sacramentos”, por meio da proclamação da mensagem (kerigma), da catequese e dos ritos sacramentais e outras celebrações. É obra do amor de Deus, por seu Filho no Espírito Santo; realiza-se na Igreja e pela meditação da Igreja, requer a decisão livre da pessoa e nela se realiza a participação humana no diálogo da salvação (cf. Estudos da CNBB 97, n. 62-66; DNC, n. 35-37, n. 45-50). A iniciação cristã é uma interação entre catequese e liturgia e prepara os que não foram batizados para receberem os sacramentos da Iniciação Cristã: o batismo-crisma e eucaristia. A Iniciação Cristã supõe um período prolongado de preparação, com suas diversas etapas, ritos, e celebrações e requer uma mistagogia ou seja uma forma de aprofundar a fé depois da recepção dos sacramentos da iniciação cristã; este tempo é marcado  por um processo que inicia com o kerigma até a Mistagogia (engajamento na Igreja) para os não batizados e não receberam nenhuma iniciação  por uma série de ritos como: entrega da Bíblia, do Pai Nosso, do Credo, rito da unção, exorcismo, de assinalação, de apresentação a comunidade. 

No Estudo da CNBB n 97 “Iniciação à vida Cristã: O processo é entendido como um caminho de evangelização, de catequese, de interação entre fé e vida, de engajamento na comunidade para aqueles que já receberam o batismo e eventualmente os outros sacramento mas que não receberam uma evangelização de base e necessitam iniciar com os primeiros rudimentos da fé, com o kerigma, a adesão, a conversão, o aprofundamento e o engajamento na vida da comunidade. Em nossa realidade de Mato Grosso o maior investimento, por enquanto deve ser para a iniciação à vida cristã. De certa forma muitos ainda são batizados e chegam até celebrar a comunhão eucarística, mas não fizeram uma opção de fé, um processo de seguimento, uma inserção na comunidade e engajamento na vida social, política, econômica em nome da fé em Jesus Cristo. Este processo é  para os já são batizados que receberam um iniciação mas não  foram evangelizados e a semente que receberam não germinou que deve ser acordada, germinada e frutificar na vida da Igreja.

Seguiu-se a reflexão olhando o Impulso de Aparecida sobre a Iniciação a Vida Cristã que propõe a iniciação cristã com novas formas de nos aproximar das pessoas, ajudá-las no seu caminho de busca e de iniciação cristã. Isso requer decisão, coragem e criatividade: Algumas linhas orientadoras:

- Valorizar e descobrir o sentido do kerigma na Iniciação à Vida Cristã. Kerigma que conduz a um encontro pessoal com Jesus Cristo, insere na comunidade, leva a conversão, ao seguimento em uma comunidade eclesial e amadurecimento da prática da fé, dos sacramentos, do serviço à vida, à construção do Reino e à missão.

- A catequese mistagógica introduz o catequizando na vida sacramental, na experiência da fé no cotidiano da vida, na interação entre vida familiar, profissional.

- Aprendizagem gradual. O processo metodológico, o itinerário para ab iniciação cristã requer um processo de aprendizagem gradual de interação. Como se processa a aprendizagem gradual no adulto, jovem e criança?

- Utilizar métodos pedagógicos de educação da fé atualizados, aprendendo das ciências sociais, da educação, da comunicação e do cotidiano das pessoas.

- Projeto de catequese permanente. Se uma diocese ou paróquia regional não tiver um projeto de catequese motivador, envolvente, criativo, com muita dificuldade se descobre um itinerário para a iniciação cristã. Daí um passo importante: Ter um projeto regional, diocesano e paroquial de educação da fé.

- Os tempos litúrgicos são fundamentais, de maneira especial o tempo da quaresma com os ritos, símbolos, significados e celebrações próprias.

- O Itinerário requer uma visão de catequese permanente, subsídios atualizados, pessoas qualificadas, equipamentos de ajuda

- Alguns aspectos são fundamentais: a formação da identidade do ser cristão, ser católico, ser membro da Igreja; a catequese como itinerário catequético permanente e catequese como escola de formação integral; e a valorização da religiosidade popular.

Para iluminar este processo Dom Juventino leu a parábola: “O príncipe e o camponês”.

“Um príncipe foi salvo por dois camponeses de aldeias próximas. Agradecido, deu a cada camponês um saco de sementes especiais, quase mágicas, que garantiam grande produção. Muitos anos depois, já coroado rei, voltou às aldeias para ver o resultado de sua oferta. O primeiro camponês era agora rico, dono de uma grande fazenda, mas viva assustado, cercado de arame farpado e guardas numa aldeia sem recursos, no meio da miséria dos vizinhos. A segunda aldeia ele quase não reconheceu. Era agora uma comunidade maravilhosa, com boas escolas, estradas para escoar a produção, hospital, saneamento… uma beleza. É que o segundo camponês optou por partilhar com os vizinhos as magníficas sementes que recebera…” (CF 2010 nº 176).

Questionamentos: O que essa parábola nos questiona?

Após o intervalo seguiu-se a temática com Dom Juventino, com uma proposta metodológica para um itinerário de iniciação a vida cristã que flutua entre diversos modelos. Salientou três modelos mais acentuados:

1) Método que parte da realidade das pessoas: anseios, das dúvidas, das decepções, dos medos e sonhos dos interlocutores. Situa o cristão no mundo, nos desafios da modernidade, do pluralismo religioso, cultural, social. O ponto de partida é a pessoa, sua realidade, sua situação. Favorece uma antropologia que de forma ascendente e faz descobrir o sentido da vida, o projeto de Deus, o sentido da criação, da encarnação, da morte e ressurreição de Jesus, da presença do Espírito do envio missionário e do compromisso do cristão no mundo atual. O que você acha deste ponto de partida? Que resultados estão acontecendo?  Qual a sua experiência com esta proposta?

 2) Método itinerário kerigmático (começa pelo anuncio de Jesus): O anúncio explícito de Jesus Cristo, do amor de Deus, da salvação trazida por Jesus. Ele é caminho, verdade e vida. Uma vez “entregue a Jesus”, ou “empolgado no seguimento” como discípulo missionário. A partir do encontro, da conversão, do empolgar, o itinerário propõe trabalhar as questões do mundo atual, a dignidade da pessoa, a busca do ser humano, a construção da sociedade segundo os valores do evangelho. O que você acha desta posição? Quais os resultados? Qual a sua experiência com este itinerário?

3) Princípio metodológico da conversão radical a Jesus, da mudança de vida por vezes numa linha mais individual e por vezes distante do irmão, do sofrimento do outro, da reflexão sobre os grandes desafios. Essa tendência está em crescimento em todas as camadas sociais e realiza-se através de “tempos fortes de experiência profunda carregada de emoções, testemunhos, relatos de conversão e até milagres.

O que estes métodos inspiram a nós? Qual é o ponto de partida de nossos projetos aqui tratando Mo Processo de Iniciação a Vida cristã?

Após o intervalo o plenário foi organizado em quatro grupos: Recordou aos grupos que “nenhum vento ajuda barco que não sabe aonde vai” (A.K).

O ponto de partida sempre é a pessoa. É a pessoa que busca, que tem necessidade de falar de si, seus interesses, suas dores. A pessoa é o centro do itinerário. O segredo metodológico é como fazer as pessoas quer adultas, jovens, crianças participarem com gosto e alegria. “Aquilo que não toca o coração não motiva, nem contagia, nem empolga”.

            Um itinerário de iniciação cristã pode ser elaborado em alguns tempos. Não há um esquema pré- determinado. A realidade de nosso país é muito variável tanto culturalmente como socialmente. Ademais o mundo urbano, com suas exigências requer da Igreja uma atenção especial ao tempo, ao horário, às distancias, aos conteúdos e motivações.

Tempo de kerigma – criar um clima de convivência, partir da realidade, fazer o relato, a conversa para fazer ou refazer o encontro com Jesus Cristo. Deixar-se imbuir pela Palavra de Deus. Que assuntos, que temas podem ser trabalhos neste tempo? Quem tem alguma experiência? Que roteiro, que livro já traz esse assunto mais trabalhado? Esse tempo pode ser acompanhado de celebrações, ritos, entregas de algum símbolo. Vivenciar o tempo litúrgico. Contribuição do gupo 1:

O kerigma tem como núcleo central o anúncio de Jesus. Cada Diocese tenta responder aos anseios de sua realidade. Vários são os textos inspiradores como a Samaritana e em; Lucas (Cronologia de Jesus; primeiros discípulos; morte e ressurreição); Há inquietações diante desta realidade: catequese um tanto solta; catequistas que não tem bem claro o kerigma e catequistas com pouca formação; o Evangelho de Lucas é uma proposta de Catequese de Iniciação a Vida Cristã.

Tempo de maior conhecimento. Sempre num clima fraterno, alegre, acolhedor. Menos teologia, mais interiorização como iniciação à leitura bíblica, iniciação ao sentido, rito e símbolo dos sacramentos, iniciação à vida litúrgica. É oportuno que o grupo faça algo em prol da comunidade, alguma visita, primeiros passos de inserção na comunidade. Quem tem alguma experiência sobre esse segundo tempo? O que já se tem publicado que serve como material de apoio ou de inspiração? Esse tempo também deve ser acompanhado com ritos, símbolos, celebrações da luz, da água, entrega do credo, do Pai Nosso, em caso de algum sacramento, alguma unção. O que mais? Que outras sugestões? Contribuição do grupo 2

Tempo de maior conhecimento, porém com menos teologia mais interiorização: Cânticos apropriados, mantras; retiros; visitas as famílias; é o tempo de mostrar a ação do Espírito Santo; ritos penitenciais; espiritualidade do leigo; unir a fé com a vida;  

Tempo de internalizar valores e práticas. Esse é um tempo fundamental que merece atenção dos interlocutores e de todo processo metodológico da iniciação cristã. É o processo de mudança de vida, de critério, de não ser só um verniz superficial. É o tempo de moldar um cristão ético, com bons costumes, com crença firme, com identidade, mas ao mesmo tempo aberto para o plural, para o novo, para a tolerância, para a convivência fraterna, para a cidadania, para o diálogo. “Capaz de dar as razões de sua fé” (1Ped 3,15). Esse tempo também deve ser acompanhado com celebrações, ritos, compromissos concretos. Que ritos, retiros, que celebrações? Que conteúdo a ser trabalhado? Que experiência temos para partilhar? Contribuição do grupo 3:

Tempo de interiorização de valores e práticas: tempo dos escrutínios (rever as atitudes) tempo de conflitos; tempo da missão; trabalhar a ética; sexualidade; opções. Tempo de criar hábitos, bons costumes; critérios que orientam a vida é o Evangelho (não começar pela moral mas, pela pessoa).

Tempo mistagógico ou formação permanente. Criar o gosto para o cultivo pessoal e comunitário. Tempo de deixar as “bengalas” e caminhar como um cristão ativo, capaz de abrir novos caminhos, que supera a dependência que busca um engajamento numa comunidade ou num grupo e aí cultiva a sua fé, realiza a missão, torna-se um discípulo missionário. Esse tempo também necessidade de contínuo acompanhamento, de celebrações, ritos, retiros, jornadas. Que experiência tem neste campo? Contribuição do grupo 4:

Tempo mistagógico ou formação permanente: tempo de deixar as “bengalas”. Acompanhamento orientado independente do tempo de catequese acompanhado dos ritos de passagem; participação em grupos pastorais ou movimentos (rito de passagem para pastorais, no caso do adolescente ou jovem ao grupo de jovens seguindo depois para pastoral da família, grupos da família, cursilho de cristandade, lareira, engajamento numa pastoral social); pastoral de conjunto; círculos bíblicos; grupos de família;  

Don Juventino salienta que no Mato Grosso, no momento, não é possível fazer o processo catecumenal conforme orientado pelo RICA, mas é possível uma iniciação com inspiração catecumenal. Partilha dos grupos: é preciso acolher, não só pela catequese, mas por toda pastoral, movimentos e toda Igreja a proposta da iniciação â vida cristã; fazer e refazer a experiência de fé; dividir as sementes; ter os pés no chão; a importância do kerigma e as etapas de crescimento na Fe a inserção na comunidade e a formação do cristão comprometido com a igreja e seu testemunho de fé.

Á tarde foram retomadas as atividades com animação, seguindo a temática com Dom Juventino sobre os interlocutores da iniciação a vida cristã: O texto Estudo da CNBB “Iniciação à vida Cristã – Um processo de inspiração catecumental” (nº 97) mostra quem são os interlocutores que hoje mais necessitam de iniciação cristã. Diversas são as motivações dos que procuram a Igreja.

105. O que faz alguém buscar a Igreja, mesmo sem ter recebido uma real iniciação cristã? Os motivos podem ser bem variados: saudade do Deus da sua infância, busca de significado para a vida, impacto provocado por alguma situação difícil, admiração diante de um testemunho autêntico, necessidade de cura ou consolo, desejo de regularizar alguma situação de vida (como no caso de desejar um casamento cristão), adultos que sentem que precisam de algo mais para orientar os filhos… Nem sempre estão buscando (ou até nem imaginam que exista) um processo mais completo de iniciação. “Na maioria das vezes, estão à procura de esmolas na fé, fingindo satisfação com as respostas superficiais que são dadas às suas vitais indagações e necessidades”. Muitos buscam os sacramentos para si e/ou para seus filhos, sem motivações tão claras, freqüentam a missa ou outras práticas de devoção tendo em vista alcançar graças, milagres, favores… Buscam a águas que não mata a sede, pois ainda não conhecem a Água Viva.

106. Boa parte dos adultos católicos foi catequizada a partir das doutrinas e da metodologia do pequeno catecismo de perguntas e respostas. Alguns, depois, se aprofundaram e tiveram outras experiências evangelizadoras; outros guardam só uma vaga lembrança do que aprenderam na infância, outros se decepcionaram pelo caminho, muitos se perderam no meio dos apelos da cultura pós-moderna. Assim, além dos que nunca foram batizados, temos também os que participam sem real compreensão da identidade cristã, os que aparecem de vez em quando, os que foram gradativamente se afastando, os que se sentiram mal acolhidos em alguma situação, os que se sentem excluídos. Sobre isso, nos lembra o Documento de Aparecida “São muitos os cristãos que não participam da Eucaristia dominical nem recebem com regularidade os sacramentos, nem se inserem ativamente na comunidade eclesial. (…) Além disso, temos alta porcentagem de católicos sem a consciência de sua missão de ser sal e fermento no mundo, com identidade cristã fraca e vulnerável” (n. 286).

Cada um tem que ser considerado na sua realidade humana.

109. No diálogo com a Samaritana, Jesus sonda seu coração, sua vida, sua mente, sua fé. Revela com isso, que a vida, a história, as experiências, os sentimentos, os sonhos, os projetos, os medos das pessoas devem ser consideradas, escutadas, valorizadas em todo o processo evangelizador, especialmente na Iniciação à Vida Cristã. Não há como viver a vida cristã e anunciar o Evangelho sem esta realidade, pois é nela que Deus se manifesta.

110. O povo que a Igreja tem a missão de acolher e servir é uma multidão, com rostos variados que precisam ser reconhecidos, identificados, personalizados. Destes, muitos procurarão na Igreja uma resposta para suas buscas. Outros que convivem com sua sede, sozinhos, ou vão à procura de outra água, em outras fontes, ou, ainda, contagiados pela cultura atual, nem se dão conta de que têm sede. Nós mesmos os buscaremos no trabalho missionário. Esta realidade requer da Igreja uma nova consciência, uma nova postura e novas atitudes pastorais. Ela é chamada e enviada para ir ao encontro, a dialogar, a acolher, sobretudo os afastados, os jovens, os pobres, os excluídos. Todos precisam ser amados, reconhecidos e ajudados na busca do caminho.

112. Considerando as várias situações em que se encontram as pessoas a serem atendidas nos processos de iniciação (cf. DNC cap. VI) , temos entre outros grupos:

a) Adultos e jovens não batizados: é um grupo minoritário, mas crescente na medida em que declina o chamado catolicismo herdado. Exigem especial atenção, com incorporação a um catecumenato batismal nos moldes do RICA, com as devidas adaptações à realidade de cada um (escolaridade, situação pessoal, idade etc.)

b) Adultos e jovens batizados que desejam completar a iniciação cristã: em geral já estão próximos ou querem voltar à Igreja depois de se terem afastados por não se sentirem mobilizados pelo que ouviram ou viram em relação à fé. Alguns necessitam completar sua iniciação sacramental (Primeira Eucaristia e Crisma).

c) Adultos e jovens com prática religiosa, mas insuficientemente evangelizados: formam um grupo muito grande. Freqüentam a Igreja, mas não tiveram acesso às riquezas da mensagem cristã. Por conta disso, muitos separam fé e vida: vão ao templo participam dos ritos, mas não transformam a vida com os critérios do Evangelho. Outros praticam um catolicismo popular pré-moderno, sendo vítimas de uma superficial educação de fé. Para todos esses seria necessária uma catequese de inspiração catecumenal, que complete sua iniciação, a fim de que cheguem a uma fé viva, esclarecida, partilhada e comprometida.

d) Pessoas de várias idades marcadas por um contexto desumano ou problemático: entre elas pode vigorar freqüentemente, uma religiosidade conflitante, ambígua e confusa, embora possa manifestar muita confiança em Deus, apoiada em práticas de religiosidade popular ou em vivência religiosa do começo de sua caminhada. Há aí um apelo veemente a uma real evangelização. Estas pessoas têm sede de inclusão, necessitam do primeiro anuncio- querigma- ou um novo anúncio-que é o primeiro passo para a conversão, devem ser encaminhadas ao discipulado, para engajamento na Igreja e na construção do Reino. Têm que ser também apoiadas na específica situação difícil em que se encontram, valorizadas como filhos e filhas amadas por Deus e capazes de construir o bem.

e) Grupos específicos, em situações variadas: teríamos aí diferentes variedades de pessoas com deficiência, os povos indígenas, os ciganos, os intelectuais, as famílias formadas por casais de casamento misto, as pessoas que vêm de outras Igrejas ou religiões, as pessoas que não tem tempo por causa da correria da vida: todos merecem ser acolhidos e acompanhados no processo de iniciação de acordo com sua realidade, com tempo e programa adaptados.

f) Casais em situação matrimonial irregular: e outros grupos impossibilitados de receber os sacramentos, sobretudo da Eucaristia, necessitam de uma evangelização adequada à sua condição especial. A Constituição Dogmática “Dei Verbum” (cf.n. 21) aponta um caminho para a participação de muita gente na Igreja ao afirmar que na mesa para a qual a Igreja nos convida o Pão da Vida tem duas formas: a Eucaristia e a Escritura. As duas formas merecem a mesma veneração, pois Cristo se faz presente tanto na Palavra quanto na Eucaristia.

g) Adolescentes e jovens: vivem diferentes situações religiosas, emocionais e morais. Muitas vezes atravessam crise de fé, são maltratadas pela vida ou foram seduzidas por um comportamento desastroso. Outros estão apenas buscando aprofundar uma opção de fé que de fato já fizeram e esperam ser ajudados nisso pela comunidade. É urgente propor a eles uma catequese com itinerários novos, aberta aos problemas e à sensibilidade dessa faixa etária, abrangendo o campo teológico, ético, social, espiritual.

h) Crianças não batizadas e inscritas na catequese: é também um grupo que está crescendo. Para elas, é necessário um catecumenato batismal, adaptado à sua idade, e sem pressa de chegar aos sacramentos de iniciação. O importante é a adesão a Jesus Cristo e a personalização do ato de fé.

i) Crianças e adolescentes batizados que seguem o processo tradicional de iniciação cristã: embora a atenção maior seja direcionada aos adultos, é urgente pensar um processo de iniciação que acompanhe as crianças em todo o processo da educação da fé, lembrando que é nesta fase que se atinge o maior número de catequizandos. Isso deveria, é claro, envolver a família. Em certos casos, isso não é possível. Então devemos ter consciência da responsabilidade maior que nos cabe na educação da fé dessas crianças, que buscam a Igreja sem o devido apoio doméstico.

113. Se não se consegue uma renovação total do modelo de iniciação cristã tradicional, sempre será possível ir aos poucos dando um caráter cada vez mais catecumenal à catequese, com o objetivo de formar discípulos e missionários de Jesus Cristo, comprometidos com a vida e o dinamismo da Igreja e engajados generosamente na construção do Reino de Deus na história.

Algumas considerações: “caminho se faz caminhando”. O importante é acreditar que necessitamos de uma proposta metodológica para um itinerário de iniciação cristã. Também é importante ter um projeto regional e diocesano de catequese. Sem um projeto não há avanços. Mas também é importante investir na formação de pessoas com mais qualificação e capacitação e com uma visão aberta da Igreja, da comunidade, da evangelização. É importante que haja uma equipe articulada e articuladora. Uma proposta metodológica não caminha na mão de uma pessoa.

Para esta realidade acima citada a igreja necessita de um novo catequista para tempos atuais:

1. Catequista como um interlocutor, como um instrutor. Isto requer uma nova visão e mentalidade do que é ser catequista hoje na Igreja. Alguém que acompanha, incentiva, faz participar, arranca de dentro, faz dialogar, envolver, tornar o assunto atraente.

2. Catequista mistagogo. Isto é aquele/aquela que tem a tarefa de conduzir o iniciado na fé ao mistério de Cristo. Ajudar o catequizando quer adulto, jovem e criança a fazer uma experiência de encontro com Jesus Cristo, empolgar-se por Jesus Cristo, aderir a ele, converter-se, entusiasmar-se, inserir-se na comunidade. O próprio catequista precisa ter como referencia de sua vida Jesus Cristo, o Evangelho, os valores cristãos, a sua participação na comunidade. O catequista mistagogo a exemplo de Jesus, seu modo de dar catequese deve ser marcado pela proximidade, pelo encontro pessoal, pela escuta atenta da realidade pessoal e conhecimento do contexto em que o catequizando está inserido, de que meio ele veio, qual a sua experiência de família, de amizade…

3. Identidade do novo catequista: O catequista precisa ter uma identidade cristã e ajudar os catequizandos a formarem a sua identidade cristã. O novo catequista é chamado a viver como discípulo/a de Jesus, inserido na comunidade cristã e que alimenta a sua espiritualidade. O catequista hoje é constantemente solicitado a esclarecer questões, tomar posições, planejar atividades, ler os sinais dos tempos e trabalhar sempre em defesa da vida. É chamado a ajudar o grupo a crescer.

4. A formação do catequista hoje. Formação é mais do que simples repasse de conceitos ou repetir que viu e ouviu num curso. O/a catequista para os tempos atuais requer:

- Ser uma pessoa de relações com a família, com a comunidade, com as pessoas, com alegria e otimismo,

- Catequista imbuído da Palavra de Deus e ser um anunciador da Palavra de Deus. Ler meditar, estudar, rezar a Palavra de Deus.

- Catequista atento aos sinais de Deus, a realidade, que tem uma linguagem dos tempos atuais, que se esforça para ter competência, mas acima de tudo introduzido no mistério cristão.

Por isso:

- escutar atentamente os catequizandos,

- fazer oficinas, laboratórios, gincanas, criatividade sem perder de vista o conteúdo da catequese

- Trabalho em equipe, preparar a catequese em equipe, partilhar experiências, pedir sugestões

- Exercitar dicção de voz, gestos, aprender a narrar histórias, contar histórias bíblicas, contar a história da comunidade, saber manusear bem a bíblia, fazer um cartaz, uso de multimídia, criar um ambiente com símbolos, ser criativo/a, organizar bem o espaço para a catequese, aprender a envolver os catequizandos, tratar crianças como crianças, adolescentes como adolescentes, jovens como jovens e adultos como adultos, levando em consideração o desenvolvimento precoce de hoje, saber as noções básicas da fé.

- Ajudar a fazer a experiência do encontro com Jesus Cristo e se inserir na comunidade…

O novo papel do catequista como um interlocutor, como um mediador, como um incentivador é fundamental no processo pedagógico. Esse catequista ora usa da maiêutica: Clarear, mostrar e fazer ver o que existe, o que é a pessoa, mostra os fatos, mas acima de tudo “tirar de dentro”. Ora é um propedêuta: prepara, capacita, oferece instrumental, critérios para que o interlocutor seja capaz de discernir, ter maior clareza e profundidade. Ora é um hermeneuta: Ajuda a reler os fatos, interpretar de maneira nova as coisas antigas. Esse foi o método usado por Jesus com os discípulos de Emaús. Depois do desabafo, do relato, os discípulos releram os fatos, fizeram a experiência da descoberta, O coração ficou aquecido e retornaram para a missão.

Esse processo metodológico tem em vista formar um discípulo. “Discípulo sugere mais do simplesmente uma pessoa que “aprende”. O /a discípulo/a se encanta com o Mestre, quer segui-lo na originalidade de sua própria vida, acolhe na mente e no coração um novo jeito de tomar decisões, de compreender a realidade, de orientar suas forças criativas” [1]

“A alegria do/a discípulo/a não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer Jesus Cristo é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber, tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria” (DA 29).

À luz do texto “Iniciação à vida cristã, um processo de inspiração Catecumenal” e destas reflexões que passos podemos dar para elaboração de uma proposta metodológica para um itinerário de iniciação cristã?

Concluindo este momento Dom Juventino convidou os/as coordenadores para partilhar pontos marcantes desta parte da tarde:

*Acolher bem os catequizandos não batizados e iniciá-los na vida cristã;

* Conhecer Jesus é o melhor presente;

* Catequista deve ter uma identidade cristã;

* Sem projeto diocesano e paroquial não há avanço;

* Descoberta da presença de Deus;

* Formação do catequista hoje;

* Metodologia catequética;

* Cuidar dos cuidadores (cuidar, cultivar as coordenações diocesanas e paróquias);

O representante da catequese com adultos Osmindo Pereira de Souza da diocese de Rondonópolis e membro da Equipe Regional de Catequese, a partir da explicitação de dom Juventino salientou que o ritual de Iniciação Cristã de Adultos insistiu nos ritos, mostrou a importância dos mesmos e encaminha o trabalho de grupo com as seguintes orientações: Cada equipe leia as sugestões do RICA e prepare uma celebração conforme o tema:

Grupo 1 – Rito da Acolhida

Grupo 2 – Rito entrega da Bíblia

Grupo 3 – Rito entrega do Creio

Grupo 4 – Rito de entrega do Pai Nosso 

Após a apresentação dos grupos que aconteceu na Capela do CENE, Ir, Iane Maria Loebens, da diocese de Guiratinga, apresentou o material e a experiência de celebrações de entrega dos símbolos na Diocese de Guiratinga e o padre João Batista dos Santos, da Diocese de Diamantino, falou de sua experiência de ritos de acolhida e entrega dos símbolos em sua paróquia.

Dom Juventino motivou o grupo para uma partilha sobre a apresentação dos quatro grupos enfatizando:

  • Apresentação dos catequizandos
  • Participação com a família
  • Envolvimento da comunidade

O que poderia ter sido melhor nos Ritos de Celebração:

  • Estar atento à acolhida dos catequizandos, fazer as preces a partir de frases bíblicas e sempre começar com a palavra: Senhor…  Nominação: os pais apresentam o filho a comunidade dizendo o nome;
  • Assinalação: pode ser feita somente na fronte, como também nos 5 sentidos;
  • Entrega da Palavra: há varias maneiras de ser feita: como ela é tomada nas mãos; como é entregue e o que se fala neste momento “recebe a Palavra de Deus” ou “abra o livro da Palavra, toque, faz com que a Palavra entre na mente e no coração, inclina-te diante da Palavra e a beija e alguém leia a Palavra o texto.
  • Rito de entrega do Credo: pode ser feito em forma de perguntas: você crê? pode ser um rito semelhante ao rito da Palavra; pode pedir a família que entregue o creio aos filhos;
  • Rito de Entrega do Pai Nosso: rezar juntos com imposição das mãos; Rito da água, com renovação das promessas do batismo, vigílias;

Destaques do dia:

  • As oficinas;
  • As celebrações
  • A proposta de Iniciação a Vida Cristã: um processo de inspiração catecumenal;

Frases chaves:

  • Cuidar dos cuidadores;
  • Caminho se faz caminhando;
  • Nenhum vento ajuda barco que não sabe para onde vai.

À noite um grupo de catequistas de Chapada dos Guimarães encenou o texto bíblico de Emaús (Lc 24,13 -35), seguindo com um momento de partilha dos personagens sobre o como se sentiram encenação catequética este texto tão precioso para uma catequese de Iniciação a Vida Cristã:

  • Maria de Cléofas: Experiência muito pessoal de fé
  • Arnaldo partilhou que a encenação catequética é fruto do ano catequético 2009. Afirmou que tem uma paixão pela Palavra de Deus, ressaltou o aspecto humano e divino de Jesus, que nos torna mais humanos. Pela encenação fez a experiência de Deus; a experiência de caminhar com Jesus, sentar-se com Ele a mesa e partir o pão.
  • O jovem que representou Jesus afirma fez uma experiência muito boa de encontrar-se com Jesus e ser um meio de evangelizar
  • Maria Jose: narradora da encenação afirma que o objetivo é despertar a fé, perceber a presença de Jesus na caminhada do dia a dia;

Segui-se uma simples, mas fraterna confraternização.

Dia 28 de Fevereiro

O dia foi iniciado com a Celebração Eucarística presidida por Dom Juventino Kerstering, bispo referencial da catequese do Regional Oeste2.

Ás 08:00hs Ir. Sarvelina introduziu as atividades desta manhã com a iluminação bíblica Mt 28,16-29 enfocando o testamento de Jesus para seus discípulos: ‘ide pelo mundo e fazei discípulos’.

Encaminhou o repasse do Encontro Nacional das Coordenações Regionais de Catequese acontecido em Brasília nos dias 5 a 7 de fevereiro de 2010. Salientou:

  • Formação Iniciática de Catequistas – a partir do texto da Sociedade de Catequétas Latino-Americana (SCALA) – Ir. Israel Nery
  • Iniciação a Cristã – Padre Luiz Alves de Lima e Ir. Israel Nery
  • Estudo do livro de Jonas – Cecília Rover
  • Projeto Lectionautas – Cecília Rover
  • Ministério da Coordenação – Terezinha Motta Cruz

Ir. Sarvelina preparou para cada coordenador diocesano um KT, contendo: CD do material estudado no encontro dos coordenadores em Brasília, as 10 coisas que um catequista deve saber para dar catequese; apresentou o texto  “Iniciação a leitura da Bíblia” – projeto nacional de evangelização – o “Brasil na missão continental”, testo nº 09 da CNBB.

Seguiu um tempo para comunicações: 

Acontecerá de 09 a 12 de Outubro 2010 o 1º Congresso Brasileiro de Animação Bíblico Pastoral, em Goiânia com o objetivo de criar e fortalecer o sentido de unidade eclesial e de pastoral de conjunto; alimentar o espírito ecumênico a partir da Palavra de  Deus; dinamizar a leitura contextualizada e Orante da Palavra de Deus e criar uma verdadeira Pastoral Bíblica no Brasil. O congresso tem como frase motivadora: “A palavra de Deus é viva e eficaz”

No mês de Setembro deste ano será trabalhado o Livro de Jonas. Maiores informações no site da CNBB www.cnbb.com.br.

Dom Juventino apresentou os roteiros Catequéticos da Diocese de Rondonópolis e enfocou o método da interação utilizado na elaboração dos roteiros.

O XVI Congresso Eucarístico Nacional a acontecer em Brasília nos dias 13 a 16 de maio tem como tema: “Eucaristia pão da unidade dos discípulos missionários”. Lema: “Fica conosco Senhor”. Está inserido no contexto dos 50 anos de fundação de Brasília. Também a 48ª Assembléia Nacional dos Bispos do Brasil acontecerá em Brasília com o tema: “A Palavra de Deus na vida da Igreja”.

Sugestões para trabalhar o Congresso Eucarístico na catequese:

  • Diocese de Cuiabá tem um material para trabalhar;
  • Momentos de Adoração Eucarística
  • Resgate do valor da Eucaristia
  • Há material disponível na arquidiocese de Brasília www.arquidiocesebrasilia e também nas livrarias católicas
  • O jornal missão jovem terá matérias sobre a temática
  • Todos os roteiros de catequese têm encontros sobre Eucaristia, estes podem ser refletidos em maio trabalhando assim a Eucaristia na catequese
  • Fazer Ritos Eucarísticos, com encenações do lava-pés, a Instituição da Eucaristia
  • Leituras Orantes
  • Caminhada Eucarística
  • Visitas ao Sacrário
  • Eucaristia não só pão adorado, mas também o pão adorado daí a importância de partilha, de distribuição de alimentos aos necessitados.

Às 09:30hs, Osmindo fez o repasse sobre a CF 2010 lendo o texto bíblico Lc, 6, 16-24. A Campanha da Fraternidade 2010 é ecumênica: Aspectos a serem trabalhados na catequese:

  • Ecumenismo
  • Vida
  • O que de fato é necessário
  • Cuidado com a natureza

A muito material disponível sobre a CF, os livros de encontros para grupos de família. Nos sites católicos a sugestões disponíveis.

Após o lanche Osmindo Pereira de Souza, da diocese de Rondonópolis, encaminhou a preparação da Assembléia Regional de Catequese a acontecer dias 19 a 21 de Novembro de 2010, com a temática: “Iniciação Cristã, novas culturas com enfoque no mundo virtual”. A assembléia terá um na sexta à noite com levantamento da realidade das dioceses. A equipe regional de catequese prepara um questionário. A assessoria de aprofundamento será com Pe. Wagner Stephan de Azevedo, com um estudo sobre a Iniciação cristã e as novas culturas e padre Rogério, formado em comunicação abordará a cultura virtual impactos na vida dos adolescentes e jovens e incidência na catequese.

Em 2011 no segundo semestre o Regional Oeste 2 elabora um livro sobre “Família e Vocações”, para grupos de família das 10 diocese do Regional. Em 2012 acontecerá no Regional um Congresso de Catequese com Adultos.

Foi também sugerido que a secretária regional de catequese Ir. Iane envie o material do encontro via email às coordenações diocesanas de catequese, aos coordenadores diocesanos de pastoral e aos bispos.

Avaliação: O números que se encontra entre parênteses são o parecer neste item)

  • Que foi bom e ajudou na reflexão e na caminhada catequético do Regional

A temática escolhida e o aprofundamento sobre iniciação a vida cristã; clareou e enriqueceu a missão (25); a metodologia utilizada por Dom Juventino ótima com interação possibilitando a todos partilha do saber e para melhor crescermos (19); a presença dos coordenadores/as atentos e sedentos para caminhar na unidade como Igreja; o tema RICA em forma de oficina clareou muito nossa pratica; a troca de experiência em todos os momentos do encontro; as Celebrações simples e catequéticas que favorecem a caminhada eclesial; favoreceu o conhecimento do RICA (2); A encenação do texto de Emaus com catequistas de Chapada dos Guimarães foi muito boa (5); o amor pela catequese transmitido por Dom Juventino; o entusiasmo nas falas (6); os momentos orantes; o ambiente muito bem preparado; o empenho da coordenação regional (5); a forma que foi conduzido a Leitura Orante da Bíblia (10); o entrosamento entre todos; a simplicidade de Dom Juventino e dos padres presentes; a alimentação; o Kerigma lido a partir de Lucas e Atos (3); o material apresentado para a realização dos rituais de entrega; o esclarecimento entre iniciação cristã e iniciação a vida cristã (6); a confraternização; a maturidade e empenho dos participantes; organização;

 Que pena e que poderia ser melhor  

Nem todos perseveram ate o fim; que o tempo foi pouco (5); a ausência da Prelazia de Paranatinga; a pouca participação de dioceses próximas; como os ritos são novidade a falta de conhecimento empobreceu um pouco (4); falta de comunicação com algumas dioceses por falta de atualização dos endereços;

 Que tal para melhorar a dinâmica e participação de outros encontros

Continuar esta dinâmica de um encontro e sempre com muito calor humano e cristão com trocas de experiências (5); e celebrações significativas (10); mais participantes; cantos mais rápidos (3); mais oficinas celebrativas; melhorar a comunicação: coordenações – regional – dioceses e paróquias (3); iniciar o próximo encontro com uma partilha das dioceses; mais encontros de grupos (4); repassar as dioceses e paróquias um resumo para não perdermos o contato (3); foi ótimo desde a acolhida ate o envio; os cantos das celebrações serem mais animados; maior participação dos padres assessores; mandar a ficha do cadastro por email;

  • Surgiram também desafios:
  • Repasse nas paróquias e dioceses;
  • Como dinamizar nas diversas realidades paróquias e dioceses no que foi aprofundado;
  • Não engavetar os conteúdos e experiências adquiridas;
  • Fazer caminho caminhando;
  • Coragem de abraçar a Iniciação a Vida Cristã

O encontro foi concluído com uma envolvente celebração diante do Sacrário. Um tempo de escuta da palavra, da escuto do Senhor Jesus e o Envio para a missão. Esse tempo foi preparado pela diocese de Diamantino.

            Todos retornaram para as dioceses e paróquias com o coração abrasado por ouvir Jesus no caminho, reconhecê-lo no partilhar de cada participante, e ser enviado nos compromissos assumidos. Com a certeza de que a Iniciação a Vida Cristã “não se trata de “aprender coisas”, trata-se de adesão consciente a um projeto de vida” (Estudos CNBB. 97 n 08 p. 19) o encontro regional dos coordenadores diocesanos de catequese deu-se por encerrado. Que todos permaneçam na graça do Senhor

 Dom Juventino Kestering                 Ir. Sarvelina M.Nicolodi                Ir. Iane Maria Loebens

   Assessor Regional                          Coordenadora Regional                      Secretaria Regional

 


[1]  CNBB, “Iniciação à Vida Cristã, um processo de inspiração catecumenal”, nº 161

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