
Natural de Presidente Bernardes (SP), o futuro sacerdote encontrou em Cuiabá o solo fértil para florescer sua vocação. Estudante de Direito, com estágio no Fórum local e estagiava com um advogado, ele vivia uma fase de estabilidade. Até que, em 2015, sentiu um chamado diferente.
“Eu era muito feliz, mas Deus tinha uma felicidade ainda maior pra mim”, diz, ao lembrar do momento em que entendeu que o sacerdócio seria o caminho.
A decisão veio com a participação em um encontro vocacional em Cuiabá. Um convite do pai de um padre local, que vivia em Presidente Prudente (SP), abriu a porta. “Era uma moção divina. Deus usou esse detalhe para me conduzir até aqui.”
A entrada no seminário, no entanto, não foi imediata. Após orientação do então reitor, padre Reginaldo Oliveira, na época, ele aguardou. Trabalhou como vistoriador veicular, trancou a faculdade e usou o tempo para aprofundar o discernimento. Em 2017, finalmente ingressou no Seminário Cristo Rei, em Várzea Grande. Na turma com 12 propedeutas, apenas cinco seguiram até a ordenação que será realizada hoje (31), às 18h, no Rincão do Meu Senhor, em Várzea Grande. “É a graça de Deus que nos sustenta até aqui”, afirma.

A fé veio de berço. Desde pequeno, esteve envolvido com a Igreja: coroinha, acólito, catequista, pastoral dos adolescentes. “Eu e a Igreja caminhamos juntos desde sempre”, resume o futuro sacerdote.
A mãe, embora surpresa, apoiou desde o início. “Dizer que ela ficou feliz não significa que não chorou. Mas é uma mulher de fé. Me acompanhou em tudo e está aqui para viver comigo este tempo de graça.”
A inspiração para a vocação não veio de um padre específico, mas de uma música. “Foi a Canção de Pedro, da banda Dom. A letra me tocou profundamente. Foi ali que entendi o chamado.” E hoje, aqueles que desejam conhecer a canção e também o futuro sacerdote da Arquidiocese de Cuiabá, poderão participar da celebração também pela Rádio Bom Jesus FM, 92,7; ou pelas redes sociais da Canção Nova Cuiabá.