Dia 2 de março, saiu a nomeação do arcebispo de Cuiabá: Dom Mário, para a querida arquidiocese de Aparecida do Norte. Lá está o santuário da mãe. Acolhamos, na obediência da fé, os desígnios de Deus. Este majestoso Santuário é visto pelos brasileiros e brasileiras como uma referência religiosa, lugar da manifestação da piedade popular e devoção Mariana. D. Mário foi bispo auxiliar de Manaus, bispo de Roraima e arcebispo de Cuiabá, desde 2022. A sua transferência desperta em nós um misto de sentimentos de tristeza, alegria e saudade. Tristeza pela transferência do grande amigo e pastor.
É uma pessoa simples, acessível, bondosa, cordial, aberta ao diálogo e à comunhão. Mas, também, nos alegramos e o felicitamos, por sua nomeação para a arquidiocese de Aparecida, a casa da nossa mãe. Deixa, também, a saudade pela amável presença nas comunidades e nas pastorais. Diz o pequeno príncipe, livro de Antoine de Saint-Exupéry: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Com certeza, os laços e vínculos de amizade permanecerão.
Dom Mário terá, em Aparecida, graças à sua tenacidade, versatilidade e comunicabilidade, uma amplitude maior de presença pastoral junto ao povo católico brasileiro, sobretudo, junto à TV Aparecida, assistida diariamente por milhões de brasileiros e brasileiras. Milhões de peregrinos visitam, anualmente, o santuário de Aparecida buscando o conforto espiritual e as bênçãos divinas pela intercessão da virgem Santíssima. São os filhos e filhas buscando o colo da mãe, para enfrentar os embates e tribulações da vida.
Nos quatro anos de sua presença pastoral, Dom Mário, na arquidiocese, foram criadas 2 novas paróquias e o seminário propedêutico. Além disso, fortaleceu a articulação da arquidiocese com o regional Oeste II da CNBB e retomou o ritmo das assembleias arquidiocesanas, interrompidas desde 2004, em vista do sínodo arquidiocesano. Sob a presidência e assessoria de Dom Mario, foi realizada a 20ª assembleia arquidiocesana de pastoral, iluminada pelos sínodos dos bispos em Roma, cujo tema foi “uma Igreja sinodal: comunhão, participação e missão”.
Foi uma assembleia bem participativa, exitosa e com uma expressiva participação dos organismos pastorais, movimentos, associações, serviços eclesiais, vida consagrada e representantes das paróquias. Trouxe um novo vigor para as pastorais específicas, sobretudo as pastorais sociais e as CEBs. As palavras do Divino mestre: “Se o grão de trigo que cai na terra não morrer, permanecerá só. Mas se morrer, produzirá muito fruto” (Jo 12, 24), cabem ao generoso arcebispo Dom Mário.
Ele é esse grão de trigo, revestido e imortalizado pela plenitude do sacerdócio de Cristo e enviado da Diocese de Roraima, pela Divina providência, para esta histórica e lendária cidade de Cuiabá. No entusiasmo santo do ardente apostolado, exercido com simplicidade e espírito de diálogo, entregou parte da sua vida nesta abençoada região amazônica. Disse o grande orador romano Cícero: “A gratidão não é só a maior das virtudes. Mas é a mãe de todas as virtudes”.
Nossa viva e eterna gratidão a Dom Mario. Realmente, o ideal de vida apostólica e missionária parece ter impressionado profundamente D. Mário, o qual deixou a comodidade, o sossego, o aconchego familiar e as futilidades da vida, em vista de uma vida missionária operosa, vibrante e abnegada! Obrigado, Mário, por sua admirável dedicação pastoral nesta arquidiocese. Sua presença foi um raio de luz de bondade, acolhimento fraterno, busca de comunhão e entusiasmo missionário.
Rezemos para que Dom Mário realize um fecundo apostolado em sua nova etapa missionária. Que a mãe Aparecida estenda o seu manto sagrado sobre o seu ministério episcopal na arquidiocese de Aparecida e abençoe, também, nossa arquidiocese. Dom Mário, leve a estima, admiração e a imorredoura gratidão desta arquidiocese.
Pe. Deusdédit Monge de Almeida – é padre na Catedral Basílica do Senhor Bom Jesus de Cuiabá