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Servo de Deus de Mato Grosso tem documento aceito pelo Vaticano

A Arquidiocese de Cuiabá se alegra com a notícia de que a ‘Positio super martyrio’, documento necessário para o andamento do processo de Canonização dos Santos, dos Servos de Deus: padre Rodolfo Lunkenbein e Simão Bororo, foi entregue e aceito pelo Dicastério para as Causas dos Santos, no Vaticano. O documento reúne provas documentais e testemunhais sobre o martírio do salesiano e do leigo, mortos em 1976 na missão indígena de Merúri, no interior de Mato Grosso.

“É um importante passo. Agora, ficamos na torcida para que todas as análises sejam realizadas pelos especialistas e, brevemente, encaminhadas para os Cardeais e Bispos do Dicastério”, destacou o arcebispo de Cuiabá, Dom Mário Antonio, que neste ano esteve no local juntamente com padres da Arquidiocese de Cuiabá e também da região.

O Documento foi elaborado com a colaboração de Dom Maurizio Tagliaferri (relator), Padre Pierluigi Cameroni, SDB (postulador) e da Dra. Mariafrancesca Oggianu, conforme informações do site ANS. A Positio será examinada pelos Consultores Históricos e pelos Teólogos. Após esse passo, será avaliada pelos Cardeais e Bispos do Dicastério para as Causas dos Santos e levada ao Sumo Pontífice, em caso de resultado positivo.

A notícia trouxe grande alegria às Inspetorias Salesianas do Brasil. Em Cuiabá, padre Marcelo Fujimura recebeu com alegria a notícia: “caminhamos para mais um passo a causa de martírio dos Servos de Deus, Pe. Rodolfo SDB e, do indígena Simão Bororo. Motivo de grande alegria para os salesianos de Mato Grosso”.

O Padre Rodolfo Lunkenbein, nasceu na Alemanha, em 1939, dedicou sua vida aos povos indígenas Bororos. Como missionário, foi peça-chave na fundação do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), e na luta pela demarcação de terras indígenas. Mesmo diante de ameaças, permaneceu firme em sua missão, sendo morto aos 37 anos por fazendeiros. Já Simão Bororo, nascido em 1937, foi um fiel colaborador da missão. Pedreiro e evangelizador, morreu ao proteger o sacerdote Salesiano, perdoando seus assassinos antes de falecer.

Ambos, representam o testemunho de fé e coragem na defesa dos direitos dos povos indígenas, regando com seu sangue o caminho da justiça e do Evangelho. Com o lema sacerdotal “Vim para servir e dar a minha vida” (Mc 10,45), Padre Rodolfo testemunhou até o fim a sua vocação. Sua memória, com Simão Bororo, continua inspirando missões em todo o mundo, especialmente em nosso Estado. Em 2024 a Missão Salesiana completa 130 anos em Mato Grosso e foi homenageada, nesta semana, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso.

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